Friday, September 1, 2017

Racismo inCOSCIENTE Brasileiro

Procurando um tema para escrever um artigo pra aula de sociologia aqui na faculdade me dei conta que a minha existência no Brasil foi uma vida de temas de barbaridade, humilhação e preconceito suficiente para escrever vários textos de sociologia. Mais uma vez o brasileiro não tem o cuidado de examinar o quão é racista.
Para mim, com a minha cor e aparência não estava destinado me casar com um doutor, branco ( bonito, e mais bonito ainda dentro da lente racista brasileira ), estrangeiro, muito bem sucedido, que me amasse do jeito que eu sou, isso é inviável e inacreditável dentro da ótica preconceituosa. Estava destinada apenas a servir domesticamente ou sexualmente mas nunca ser a mulher principal da vida de um homem como o que me casei. A lógica de um racista não funciona com o fato de eu ser verdadeiramente amada e respeitada por um homem. Isso não é destinados à meninas como eu no Brasil. Fico as vezes me perguntando que crime hediondo que pude ter cometido pra não merecer me casar e ter o amor de um homem? O brasileiro agride insconsciente porque cresceu e foi programado mentalmente dentro de uma cultura racista. Certamente a mesma pessoa não questionaria o casamento de uma outra pessoa de seu convívio só que com a pele clara, pois a raça branca superior é o sinônimo da "beleza" imposta pelo padrão escravista imposto. Certamente se eu tivesse tão pele clara e aceitável como dentro dos padrões impostos o sujeito em questão me pouparia dessa pergunta racista, agressiva e com certo teor de recalque. A vida de uma pessoa não branca, parda, negra no Brasil é baseada em pequenas agressões diárias que brasileiros com a pele mais claras não tem ideia do que é porque não passam por isso, a sua cor de pele os poupa disso. Exemplo de respeito zero. Respeito ao meu direito ao matrimonio zero. Meu sucesso matrimonial na concepção mental racista brasileira não pode de maneira alguma ser validado.
Deixo aqui minha gratidão á todos que algum dia me constrangeram com algum comentário preconceituoso e racista em minha estadia no Brasil. Hoje tenho material sociológico de sobra para ser compartilhado e discutido em sala de aula de faculdade americana.
NÃO À CULTURA DO RACISMO.