Tuesday, July 25, 2017

EU FEIA / I as a UGLY GIRL

I was considered a ugly girls inside of the little and miserable piece of brazilian society.

The back, dark woman suffering diary agessions and violence from many ways but worth talk here about self esteen. From the brazilian people eye I'm a ugly person since I was born. Race determines affection. The social validation of the men in assume e show to society ONLY a white womam is a question that hurts milions of black and dark woman in Brazil. The culture imposed is: ONLY A WHITE WOMAN WORTHS FOR SERIUS RELATIONSHIP, the black only for sex and clean is a real fact and happens in ALL spaces in the Brazilian Society. I in Brazil "wasn't worth" for men in my school, church, jiu jitsu gym, neighborhood, anywhere. I was down and depressed in men mindset for many things. My ethnicity didn't fit in the space of the woman "who's worth", don't matter how wonderful I was, I still am. I lived limited since always, kid, teenager because a veiled racism. I was still judged because I did MY OWN WAY of overcome this situation, I never accepted quiet to be submit myself for this system and accept me in a space only to serve thats only space was imposed to me.
Affectivity of dark skin women is a humiliating topic, thats tortures and hurts all black/dark women and nobody discuss about it. My experience to had grow up in a Brazilian medium class neighborhood made me be viewed as a aberration beacause I wasn't represented for nobody in the high affetion spaces. My looks was and still is represented only in spaces for server as a sexual, as a clean, cook, etc.
Grow up non white in a Brazilian medium class neighborhood was a strong experience for me por all my ages until I arrived to the point of leave there, because there's no way to keeping leaving there and accepting all the daily violences.
My own experience made me strong and helped me to forced myself to take decisions thats monst of women in my space don't have courage and this decisions also made me build myseld, learn to love me and brought me to other world where I have my value reconized. Now I'm looked as a wonderful and fantastic woman I am, independent of my ethnicity. I recognize my privilege to have acess to expensive schools, have good educations, be in jiu jitsu places, and also church from the white, successful neighborhood. This doesn't means I was respected and tolered.






Eu feia dentro da migalha afetiva oferecida dentro da sociedade brasileira

A mulher negra, parda, mestiça, não branca sofre agressões e violências diárias de diversas maneiras mas vale aqui falar sobre auto estima. No olhar do brasileiro EU SOU UMA MULHER FEIA. RAÇA DETERMINA AFETO. A validação social do homem ao assumir e exibir para a sociedade SOMENTE uma mulher branca é uma questão que machuca mulheres negras, mestiças e não brancas em todo Brasil. A cultura imposta de que a mulher branca e somente a mulher branca É VISTA COMO A MULHER "QUE VALE A PENA" PARA RELACIONAMENTO SÉRIO enquanto a negra somente serve para sexo e servir é um fato consumando que ocorre EM todos s lugares da sociedade . Eu no Brazil " não valia a pena" para os caras da minha igreja, para os caras da academia, para os caras do meu bairro, nenhum lugar. Eu era depressiada no imaginario do homem brasileiro, minha etnia não ocupava o espaço da mulher que valia a pena, subestimando minhas capacidades, minhas habilidades e meu valor, não importando o quão maravilhosa eu era, ainda sou. Vivi limitada desde sempre, desde adolescente, por um racismo velado. E ainda fui julgada e criticada quando encontrei A MINHA PRÓPRIA MANEIRA de não me submeter a esse único espaço SUBALTERNO que era IMPOSTO a mim.
Afetividade da mulher NÃO BRANCA é um assunto humilhante, torturador e que machuca TODAS essas as mulheres E NINGUÉM DISCUTE ESSE ASSUNTO. Crescer não branca num bairro de classe media brasileira me fez ser vista como uma aberração por não ser representada nos espaços de afeto somente nos espaços de servir, seja sexualmente e domesticamente.
CRESCER NAO BRANCA em um bairro de classe media brasileira foi uma experiência muito forte para mim por toda a minha vivencia a ponto de eu chegar a conclusão que não HAVIA MAIS CONDIÇÕES de viver naquele lugar. A minha vivencia me auxiliou e me deu força de tomar decisões que muitas não teriam coragem e também me levou para um ambiente onde sou reconhecida pelas minhas capacidades, sou admirada pela fantástica mulher que sou, independente da minha etnia. Eu reconheço o privilégio que tive de frequentar espaços totalmente brancos como as escolas mais caras da cidade, e academias de jiu jitsu de bairros de classe media, porém não nego que minha presença ali não era tolerada e muito menos respeitada.
“…para progredir, certifique-se — primeiramente — de que, na verdade, você não esteja só cercado por idiotas.”(Albert Einstein)