Tuesday, February 28, 2017

The Social Obligation of the Brazilian Man to SHOW a White Wife // A Obrigação Social do Homem Brasileiro de Ostentar um Esposa Branca

Slavery in Brazil did not end, it only disguised itself over the centuries. If we pay attention to the architecture and luxury apartments of our times, we can clearly find the model of the large house and the slave quarters when we see the "little room", a small, dark, sometimes windowless, poorly ventilated room. When we hear complaints from the employees of the abuses and the act of dehumanizing them by the bosses, of not being able to use the cutlery, of not being able to eat the food, and often of not being able to use the bathroom ... Modern slavery Is to earn 300 reais a month to work 10 hours a day in a house and be treated like an animal, but for visits the insistence on the cliché phrase: "She is a member of our family."

This social behavior in the labor environment extends to the affective environment, for these servants are most often abused, harassed and even raped by the bosses as an animal that is there not only to serve the whole family as a slave but also to attend The sexual needs of their bosses and the sons of these bosses. And this subject is absolutely normal in a male chauvinist conversation between men, about how he satiated his sexual needs with such maids. Since this class of women whose profession is hereditary, this profession is directly linked to the descendants of slaves who do not have the slightest chance of social ascension, today's maids are daughters, granddaughters, and great-grandchildren of other past employees. And in the masculine mind man can never be in a relationship with these often black, sometimes half-breed, women who would never be respected by their friends in a bar talk. The white man of the Brazilian social elite will not dare admit to a PUBLIC relationship with a black woman, a descendant of slaves, he will never be subjected to racist jokes in assuming a black woman, thus eliminating one more way for these women to ascend socially, as many women White people succeed, are born poor, often stupid and ignorant, and thus continue into adulthood, do not seek to improve their intellect and culture, and do not necessarily need to, but because of their color meet the mandatory Brazilian social standard of forming a family , This means: skin color and hair as the ONLY prerequisite, THE WHITES, EVEN THE BORN IN THE MISERY, for the simple fact of being white has the chance to change social class. Black people do not. In effect, this opportunity for improvement in social status does not extend to black women and, therefore, the heredity of the maid profession and the hyper-sexualisation of the same in a male conversation.

The man would lose his power and status if he exhibited a black as wife, the mother of his children, and since this is a rule, almost an obligation among middle-class men, this behavior is also reproduced among men of poor classes and even men Black. It becomes a masculine status: To sport a white wife, to choose a white wife to form a family. The men put the blacks in another "box" in their mind: Only for Sex. The consequence of this act is the extra marital relationships that the black lover is often with whom the man prefers to spend most of the time and the encounter with his white social partner becomes a statute, the fulfillment of a much less pleasant obligation , Since his choice was based only on the race, often this white man ends up being disappointed with the passage of the years with this white woman who did not offer him real qualities worthy of him to love it and then he outside the marriage obtains a woman that he Can admire, and often want to spend most of the time with her, and in some cases even have children, other children with her, children these mestizos, bastards, totally hidden, out of the image he exhibits for society.

The ostentation of the white woman as a wife becomes a standard, a symbol of power, copied by poor men, including black men, in the mid-21st century the social requirements for a marriage are not based on the personality and personal qualities of that woman, who Often it does not. I usually say that if the light-skinned woman "dyes the hair yellow" in Brazil, she does not even have character, one of the most important qualities, but rather she will find a partner who wants to share her life with her, and sign A document passing his goods legally to her, while the black or half-breed with whom he enjoys most of the time, will not have those financial rights.




A escravidão no Brasil não acabou, apenas se disfarçou com o passar dos séculos. Se prestarmos atenção na arquitetura e nos apartamentos de luxo dos tempos atuais, podemos encontrar claramente o modelo de casa grande e senzala quando vemos o "quartinho de emprega", um ambiente pequeno, escuro, as vezes sem janela, mal ventilado. Quando ouvimos queixas da parte das empregadas pelos abusos e o ato de desumaniza-las, cometidos pelos patrões, de não poder usar os talheres, de não poder comer a comida, e muitas vezes de não poder usar o banheiro... A escravidão moderna é ganhar 300 reais por mês para trabalhar 10 horas por dia em uma casa e ser tratada como um animal,mas para as visitas a insistência na frase clichê: "Ela é um membro da nossa família".

Esse comportamento social no ambiente trabalhista se extende para o ambiente afetivo, pois essas serviçais são na maioria das vezes abusadas, assediadas e até mesmo estupradas pelos patrões como um animal que está ali não só para servir á toda a família como uma escrava mas também atender as necessidades sexuais de seus patrões e os filhos homens desses patrões. E esse assunto é absolutamente normal numa conversa machista de bar entre os homens, sobre como ele saciou suas necessidades sexuais com as tais empregadas. Visto que essa classe de mulheres cuja profissão é hereditárias, essa profissão está diretamente ligada aos descendentes dos escravos que não possuem a minima chance de ascensão social, as empregadas de hoje são filhas, netas e bisnetas de outras empregadas passado. E na mente masculina o homem jamais poderá assumir um relacionamento com essas mulheres muitas vezes negras, outras vezes mestiças, pois jamais seriam respeitados pelos seus amigos numa conversa de bar.

O homem branco da elite social brasileira não vai ousar admitir um relacionamento PÚBLICO com uma mulher negra, descendente dos escravos, ele jamais será sujeito á sofrer chacotas racistas em assumir uma mulher negra, eliminando assim mais uma maneira dessas mulheres ascenderem socialmente, como muitas mulheres brancas conseguem, nascem pobres, muitas vezes estúpidas e ignorantes, e assim continuam na idade adulta, não buscam aprimorar seu intelecto e cultura, e necessriamente não precisam, mas por causa de sua cor atender o padrão obrigatório social do homem brasileiro de formar uma familia, isto significa: cor da pele e cabelo como ÚNICO pré-requisito, AS BRANCAS, MESMO AS NASCIDAS NA MISÉRIA, pelo simples fato de serem brancas tem a chance mudar de classe social. As negras não. Afetivamente essa oportunidade de melhora de condição social não se extende ás mulheres negras e por isso a hereditariedade na profissão de empregada doméstica e a também hiper-sexualização das mesmas numa roda de conversa masculina.

O homem perderia seu poder e status se exibisse uma negra como esposa, mãe de seus filhos, e como isso é uma regra, quase que uma obrigação entre os homens de classe média, esse comportamento também é reproduzido entre homens de classes pobre e inclusive homens negros. Torna-se um status masculino: Ostentar uma esposa branca, escolher uma branca para formar uma família. O homens coloca as negras em outra" caixinha" em sua mente: Somente para Sexo.

A consequência desse ato são os relacionamentos extra conjugais que muitas vezes a amante negra é com quem o homem prefere passar a maior parte do tempo e o encontro com sua parceira social branca vai se tornando um estatuto, o cumprimento de uma obrigação, bem menos prazeroso, já que sua escolha foi baseada somente na raça, muitas vezes esse homem branco acaba se decepcionando com o passar dos anos com essa mulher branca que não lhe ofereceu qualidades reais digna de ele a amasse e então ele fora do casamento consegue uma mulher que ele consiga admirar, e queira muitas vezes passar a maior parte do tempo com ela, e em algum casos até tem filhos, outros filhos com ela, filhos esses mestiços, bastardos, totalmente ás escondidas, fora da imagem que ele exibe para a sociedade.

A ostentação da mulher branca como esposa torna-se um padrão, um símbolo de poder, copiado por homens pobres, inclusive homens negros, em pleno século 21 os requisitos sociais para um casamento não se baseia na personalidade e nas qualidades pessoais dessa mulher, que muitas vezes ela não apresenta. Eu costumo dizer que se a mulher de pele clara "pintar o cabelo de amarelo" no Brasil, ela não precisa nem ter caráter, uma das qualidades mais importantes,  e sim ela irá encontrar um parceiro que queira dividir sua vida com ela, e assinar um documento passando seus bens legalmente para ela, enquanto que a negra ou a mestiça com quem ele se diverte a maior parte do tempo, não terá esses direitos financeiros.


Saturday, February 25, 2017

Letter to Submissive Woman/ carta a mulher submissa

That your wish be held and prioritized without asking anyone.
You use the clothes that you want to use without trial or conviction of anyone.
That you would ever relate to someone to tell you: you keep!
To go to places you want to go without asking permission.
You respect your desire closer.
That is authentic and true to yourself and your instincts.
You don't take the be an object of someone who you think is your own.
You have individuality.
You have privacy.
You have financial independence.
You have and realizes personal dreams.
We do not accept to be blackmailed with separation or any other blackmail.
That is not forced to work and deliver the cash in hand.
That is not subject to be a deposit of sperm from you take towards society.
You don't let yourself be used under any circumstances.
You don't accept any kind of physical aggression, verbal, psychological.
You recognize your self-respect and your true value.
Love yourself always.
You produce, study, work and preferably win equal to or better than your partner.
You don't live the life of the partner.
You don't live to realize the dreams of your partner, if you renounce yourself.
You never give up on yourself.
You don't take a "open relationship" where only he can have sex with other.
You seek to do what you like best.
You don't let him underestimate your intelligence.
You seek success in career, have a career, not be shadow.
You're not financial parasite and grow with its own merits.
You enslave not at work to not see the abusive relationship.
You don't let him choose who can be your friends.
Don't tolerate male racist.
You don't deny your abusive relationship.
You don't feel afraid to walk on your own two feet.
If your dreams exceed the boundaries of the city, State or country, don't be intimidated, follow them.
Don't be sloppy with your projects.
Don't feel guilty if you have more success and make more than him.
You don't must suport kind of male depressive and needy who wants you 24 hours available.
[who's together need not necessarily be close and who's close don't mean necessarily together in fact ~ he is been fucking all around right now!]
You will never submit to use any sentence that begins with "Guy won't let me ... "
Your dreams are Grand and ambitious, if are greater than theirs would never feel guilty.


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Que sua vontade seja realizada e priorizada sem pedir autorização a ninguém.
Que você use a roupa que você quiser usar sem o julgamento ou condenação de ninguém.
Que você jamais se relacione com alguém que te diga: Eu que te sustento!
Que vá a lugares que você deseja ir sem pedir permissão.
Que você respeite o seu desejo mais íntimo.
Que seja autêntica e fiel a você mesma e seus instintos.
Que não se submeta a ser um objeto de alguém que pensas que é seu dono.
Que tenhas individualidade.
Que tenhas privacidade.
Que tenhas independência financeira.
Que tenhas e realizes sonhos pessoais.
Que não aceite ser chantageada com separação ou qualquer outra chantagem.
Que não seja forçada à trabalhar e entregar a grana na mão do parceiro.
Que não se submeta ser um depósito de espermatozóide de quem não te assuma perante a sociedade.
Que não se deixe ser usada em hipótese alguma.
Que você não aceite nenhum tipo de agressão física, verbal, psicológica.
Que você reconheça seu amor próprio e seu verdadeiro valor.
Que você se ame sempre.
Que você produza, estude, trabalhe e de preferencia ganhe igual ou melhor que o seu parceiro.
Que você não viva a vida do parceiro.
Que você não viva para realizar os sonhos dos seu parceiro, se auto-fragelando de si mesma.
Que você nunca abra mão de si mesma.
Que você não se submeta num "relacionamento aberto" onde só ele pode ter relações com outras. 
Que você busque fazer sempre o que você mais gosta.
Que você não deixe que ele subestime sua inteligência.
Que você busque sucesso na carreira, tenha uma carreira, não seja sombra.
Que você não seja parasita financeiro e cresça com seus próprios méritos.
Que você não se escravize no trabalho para não enxergar o relacionamento abusivo que vive.
Que você não permita que ele escolha quem pode ser seus amigos.
Não tolere macho racista.
Que você não negue seu relacionamento abusivo.
Que você não sinta medo de caminhar com suas próprias pernas.
Se seus sonhos ultrapassarem as fronteiras da cidade, estado ou país, não se intimide, siga-os.
Não seja medíocre com seus projetos.
Não sinta culpa se tiveres mais sucesso e ganhar mais que ele.
Que você não seja um para-raio de macho depressivo e carente que te quer 24 horas disponível.
[quem está junto não precisa necessariamente estar perto e muitas vezes que está perto não está junto de fato ~ anda comendo todas por aí!]
Que você jamais se submeta usar nenhuma frase que comece com " Fulano não deixa eu... "
Que seus sonhos sejam ambiciosos, grandiosos e se forem maiores que os deles jamais sinta culpa.




Saturday, February 4, 2017

Colégio Objeto de Escárnio Porto Velho Rôndonia

Narrativa da minha experiência de ter estuado 4 anos no colégio "Objeto de Escárnio" de Porto Velho Rôndonia.

Morei 4 anos em Rondônia na infância. Não irei falar da desumanização, das agressões físicas, psicológicas, verbais, apelidos pejorativos, humilhações, exclusões, irei contar uma historia muito mais atual. Crescer na burguesia sendo preta foi complicado, fiquei na linha ataque mais próxima, por eu ter tido pais brancos e bem sucedidos, aquela gente podia me dizer desaforos todo dia na minha cara. Foi difícil e traumático estudar em escola cara, eu não tinha a cor, nem a aparência obrigatória padrão.

Irei falar de um fato atual, o "grupo", 25 anos depois se reencontrou, pela foto de formatura, todos que tinham meia dúzia adicionados em seus faceboques foram marcando todos na foto e isso resultou num grupão de whatsapp. Boom!!! Explosão de memórias! Aquela mesma turma que estudou junta desde a quinta até a oitava série. Éramos uma família novamente! Que alegria!

Todos os participantes "do grupo" começaram a resgatar memórias, começaram a relembrar coisas maravilhosas da infância, e entrada da adolêscencia. Momento de passagem, mudança de fases de vida nem uma criança nem um adulto, um adolescente. Momento de aceitação de si mesmo, momento de construção do amor próprio e da auto estima. Momento da construção de valores(?) e caráter.

Voltando ao tal "grupo de whatsapp's", lembranças de uma infância maravilhosa, finais de semana e piscinas que somente as brancas eram convidadas, eu jamais havia sido convidada, as raras vezes que lembro de alguma lembrança de inclusão era quando faltava alguém para completar o time de voley quando tínhamos que jogar contra outros times. A maioria das vezes era reserva mesmo. E todos relembrando seus melhores anos brancos, ricos e felizes em suas casas com piscinas recebendo amigos brancos nos fins de semana.

Minha vez, eu esperei todos falarem, eu precisava fazer minha recordação, foi difícil relembrar mas eu fui fiel a mim mesma e tudo que havia acontecido. Falei que tinha sido a pior fase da minha vida. A fase mais traumática. Uma das piores, e parte do grupo reagiu com incomodo tentando me silenciar (~ hj vejo o quão a (IN) justiça brasileira forma advogados justos, e brancos, e super justos e super brancos ~). O papo era o seguinte : "~ ~ A Aline não precisa falar isso pra gente aqui no grupo! Ela devia falar direto "pra pessoa" ~ ~ , não precisamos ficar ouvindo isso..." tinha também " ~ ~ Aline?Bullying? Preconceito? Eu era super desligada, nunca reparei isso! ~ ~"

Eu insistia em repartir minhas memórias, eram duras de ouvir para alguns, tentaram me silenciar... Por mensagem privada fora do grupo, secretamente aos olhos dos outros "do Grupo", alguns encorajando: "Eu lembro de tudo! Fala mesmo! Você tem o direito de falar!!", "Vai dizer que aquilo não era racismo?"... Até que heroicamente uma grande professora de direito, que era a líder da turma, sempre a frente de todos com um todo, ouvida por todos, branca, rica, admirada e amada por todos, resolveu falar no grupo que eu tinha direito de falar minhas lembranças e que SIM eu sofria muito preconceito e que ela queria fazer algo pois sentia o meu sofrimento mas não tinha maturidade suficiente para entender o que estava acontecendo ( nem eu! ).

O discurso estava lindo, até que uma que veio interver, melhor amiga dessa primeira advogada de defesa, advogada também relembrou também ter testemunhado cenas de agressão psicológica, meu sofrimento, também teve compaixão e a falta de maturidade para me auxiliar com aquele constragimento que me fazia sofrer todos os dias, elas tomavam banho de piscina na cada de um dos agressores, estava tudo perfeito até que veio a bosta, depois de 25 anos, adulta, madura, séria e sensata : "As mais bonitas não sofriam isso, eu lembro que a Aline sofria".

Eu não era/não sou considerada bonita pelo povo do país do país onde nasci, país pobre, ignorante e submundo da humanidade, isso é fato e no Brasil continuo não sendo, mas como é construído o mental preferencial do brasil? Isso era jogado na minha cara inclusive todos os dias, inclusive várias vezes ao dia, significava para alguns que eu não merecia respeito, que atraso, que selvageria, que desumanidade, eu merecia ser humilhada em na frente de todos e excluída dos banhos de piscina dos finais de semana e com certezas vários PROGRAMAS que eu não era bonita para participar. Vida que segue, segue o baile. E depois de 25 anos ainda a tentativa de me calar, me silenciar. Salve "o grupo"...

Saí desse grupo a muito tempo claro, lembrar aquilo me faz mal, me machuca de novo, nada muda o passado, aquela família tão unida, tão justa, que distribui amor pelas fotos do facebook, parece que não conseguir se reencontrar de fato novamente. Do fundo do coração só desejo luz na consciência de algumas pessoas para que desfaçam as amarras mentais impostas pelo colonizador ou tem uma eternidade de cegueira e alienação. E mesmo que tenham o chamado "gosto", aprendam a respeitar o próximo como ser humano. Isso seria o mínimo que uma sociedade civilizada tem que ter.


{ Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência, e quem quiser que conte sua versão... }