Friday, January 27, 2017

Se até suburbanos se incomodam com o meu sucesso, imagina a elite?

Tenho tido experiências reveladoras na minha vida desde que encontrei o movimento negro e o movimento feminista. Pessoas próximas à mim à quem dediquei minha amizade não se sentem muito confortáveis com minha vida e meu lifestyle. Meu estilo de vida tem machucado pessoas que eu um dia as considerei "amigas". O fato de eu ter batalhado para uma vida que hoje julgo confortável, a coragem de me afastar temporariamente do meu filho, apenas fisicamente, já foi motivo de alguma delas tentarem me diminuir, mas quando as vejo, como parasitas dependentes do dinheiro seja dos pais ou do marido, já em seus 30 anos avançados, vejo que minha decisão foi a melhor, pela mulher independente que me tornei hoje. Pelas minhas próprias escolhas.





O que há de comum é que todas são brancas e não admitem que eu ( diga-se de passagem negra ) obtenha na vida mais sucesso que elas e tentam me punir de alguma maneira, quase sempre na questão do filho. Ouço sempre as mesmas frases : " Mas eu não deixei meu filho com a minha mãe?" / " mas minha consciência não me permite me afastar da minha filha?" ... é sempre a mesma ladainha e blá blá blá... Ninguém aqui está colocando uma regra que para se vencer na vida tem que deixar o filho ou não, longe disso. No meu caso eu não tive outra escolha e tive coragem suficiente de o fazer sem culpa e mais ainda, ainda continuo sendo ídolo, heroína, pro meu filho não existe mulher mais PHODA que eu no mundo, sendo que ele seria a única pessoa no universo que tem o direito de tocar nessa questão comigo, pois o assunto é entre eu e ele. E ele entende perfeitamente o quanto fui massacrada por uma sociedade medíocre que insistiu em me diminuir em todos os momentos, fases, idades, lugares, que eu vivi por aquele final de mundo.


🇧🇷 Nenhuma quantidade de segurança vale o sofrimento de uma vida medíocre preso à uma rotina que matou seus sonhos. (Maya Mendoza)





A minha única opção foi pedir socorro ao mundo, ver o mundo, ver pessoas, aprender a viver com dignidade, dignidade essa que ali nunca tive. Minha raça não merecia o respeito das pessoas. O meu sucesso incomoda pessoas que tiveram uma outra historia diferente da minha. Que se fuderam menos que eu. Elas queriam estar nos lugares que estou, ver e viver as experiências que eu vivo, mas não fazem o que é preciso fazer para chegar onde cheguei. Eu hoje vivo das milhares de experiências que eu acumulei e muitos fracassos, por historia de luta e garra é conquistada com a soma de fracassos e não de sucessos. 






É óbvio que ao longo de 10 anos que fui embora da casa dos meus pais, aos 24 anos para ser mais exata, que decidi morar na cidade que eu queria, que decidi trabalhar na profissão que eu queria, que decidi pagar minhas contas e arcar com todas as minhas decisões. Matemática que sou, hoje vivo uma equação de resultados de escolhas do passado, e não gasto a minha energia querendo justificar meus fracassos com as escolhas alheias. Não adianta evoluir de parasitas dos pais pra parasita do marido, isso pra mim não é evolução, é transferência de hospedeiro, continuam parasitas do mesmo jeito. Eu graças ao meu dinheiro posso viajar o mundo hoje, o país que eu quiser, não estou dependendo de alguém que banque minha passagem, não, isso não é independência. É, CONTINUA SENDO PARASITISMO.

É inadmissível para algumas pessoas, principalmente as que assistiram meus fracassos de perto testemunharem meu sucesso, e assim sempre procuram uma maneira de tentar me machucar. Até porta voz de ofensa racista de terceiros, tive "amiga?" se sujeitando, se submetendo a fazer. Se até aqui cheguei, tenho extrema alegria, admiração e amor por tudo que fiz, por tudo que escolhi fazer e por tudo me tornei, sim minhas escolhas me trouxeram onde estou.
O sucesso incomoda, sempre achei que incomodasse apenas aos inimigos declarados e aos invejosos, muitas vezes meu sucesso, minha independência incomoda aqueles que um dia permiti que andassem comigo. Me enganei!


Experiencia com jiu jitsu na Praia da Costa em Vila Velha ES

Minha experiência com jiu jitsu em Vila Velha em 2012...
Durante um tempo em minha vida estive fui covardemente atacada pelo ódio da stigma, do preconceito e do machismo numa escola? (Des-escola seria mais apropriado!) de Lutas Vitoria "Bullying e Preconceito" Club da Praia da Costa em Vila Velha, que passou a me difamar e me agredir psicologicamente, verbalmente e moralmente por causa das minhas próprias escolhas e decisões que nunca prejudicaram ninguém. A mesma escola teve dois alunos presos por crimes, crimes de covardia que SIM prejudicaram outras pessoas e estes receberam apoio total moral e mensagens de amor e carinho. Seria mais digno cometer crime contra a vida de outras pessoas na concepção deles ali?

No meu caso que não cometi crime nenhum contra nenhum ser humano, nenhuma atividade ilegal, nenhum dano ao próximo e em troca recebi ódio, preconceito, agressões verbais. Viajar para o Rio de São Paulo todo mês patrocinada pelo meu próprio dinheiro e correria e lutar os maiores eventos de jiu jitsu do Brasil causava um certo incômodo e desconforto ali, já que nem os professores ali tem a faixa reconhecida pela Confederação Brasileira de Jiu Jitsu, assim seus alunos eram limitados a lutar somente as copas rococó locais, que para mim são circo e deixam a desejar do que é um verdadeiro campeonato de jiu jitsu. Hoje vejo alguns dos poucos alunos que ali treinam fazendo exatamente o que eu fazia a anos atrás, mas hoje não são humilhados por isso.

Era insultada por ser mulher e independente e pagar minhas contas em dia inclusive a mensalidade e o salário daqueles desgraçados que me insultaram. Resisti e hoje estou aqui auxiliando outras pessoas com a minha escrita. E vejo o quanto o preconceito atrasa a vida das pessoas. Não foi nada fácil superar, mas superei, e sou mulher suficiente para fazer minhas próprias escolhas e bancar meus sonhos que são muito caros.
Hoje eu treino numa das maiores escolas do mundo, as custas do meu próprio dinheiro numa das maiores cidades do mundo e tenho uma lenda viva como mestre. O mundo dá voltas e meus sonhos eram grandes demais para a capacidade mental e mediocridade daquelas pessoas, que estão exatamente no mesmo lugar, ganhando muito mal, diga-se de passagem, que vivem presas a suas vidinhas medíocres e seus preconceitos. Não me prejudicaram, pelo contrario, me motivaram a ser cada dia melhor e ir cada vez mais longe. Hoje vejo o quanto meus sonhos eram grandiosos perante aquelas pessoas. Pega o seu preconceito, enrola e enfia no #$#$$%.
" Se os invejosos soubessem como me inspiram, certamente estariam do meu lado.."

Tuesday, January 17, 2017

Autor Desconhecido

O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.
Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.
Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.
E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.
Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.
E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?
Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.
Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão.
Quem somos nós?
Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?
Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem?
Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?
Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?
Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”.
Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo.
Autor desconhecido.

Tuesday, January 3, 2017

Self-Esteen

The self-esteem of a person who does not have white skin has already been devastated since childhood in school. To be invited to be a couple at the school party? The Queen of the party? The main character of the school theaters? The prettiest room in those boys' sexist lists? Owner of teams in gymkhana? The children (Sons) of the most successful characters on television? And in adulthood in dozens of job interviews? The stereotype chosen was never mine, I never had the right profile for these social places.

Being a woman and a black woman in Brazil is a suffering from childhood. People's performance and motivation are directly linked to the stereotypes they are attached to. And I did not see myself represented in the socially constructed stereotypes to be admired as beautiful, beautiful. Brazilian society has been educated since 1500 to admire the European pattern, the blond, the smooth, the light-eyed, and I obviously did not fit into any of these patterns.

As time went on and I entered adolescence, I was observing that the behavior of a society as a whole was a Brazil that only had space of prominence for those who looked like European. Teenage boys in their socio-cultural construction of beauty ideal were only interested in light-skinned girls, even black teenagers wanted a relationship with a fair-skinned girl, for they were considered beautiful and respectable. The notion I have always had is that to favor a group or a class of people, it is necessary to devalue and harass those who do not fit into this group. The notion of stereotype and prejudice appears from a very early age in the human being AND ALL SOCIETY from a very early age the human being submits to a imposed standard and devalues ​​everything that does not follow this pattern. The taste is built under the standards of a society of structured racism and European-centred standards. At 517 years in Brazil, the black people is not accustomed to hearing that he is handsome and the mind already automatically conditions that white, of course, even if it is not, be praised, exalted.