Friday, December 30, 2016

"RICH" GIRLS IN BRAZIL /Ser Patricinha no Brasil


In my humble opinion...


 Patricinha in a racist country of veiled, structured racism, like Brazil, the term "patricinha" is read FIRST by the color of the skin, by the traits closest to the European, standardized for me, for what I have noticed, not exactly for me , But what I think most people think is patricinha is read by the color / standard imposed by the media, however poor it is the whiter and more read as "patricinha". This raises an issue: what is MY? What is the definition of patricinha? What is YOUR definition of patricinha? Is my definition of patricinha the same as yours, and is it the same as someone else's?

According to the Hollywood film PatricinhaS de BH, the patricinhas are millionaire girls, who have been born of parents already millionaires, never had no difficulty in life, travel the world, have the fashionista side, had access to better education, are intellectually developed , Educated, traveled, etc .... The film discards the RACIAL QUESTION, skin color, LOGO DE CARA, already putting us before a white patricinha and a black patricinha (accept that hurts less). And the black patricinha does not hide its black traces, it places a rastafari in the face of the American white society. Oh Hollywood! The rich girl, who studied in expensive schools, succeeded in Brazilian soap operas is never black as more than 50% of its population. This math does not close.



Already in the Brazilian reality. Ah Brazil! The Brazilian racist mind auto-deletes the black patricinha. It can not, it must not exist. Ah Brazil !. I know suburban girls and favelas who, because they have light eyes and skin color, paint their hair yellow, and "self-titrate" patricinhas ... because they are read as such by racist society.

In short, the definitions of "Patricinha" in Brazil have been reduced only to the color of the skin, for the several examples that I have noticed throughout my life, I have noticed this subject for some years. If the girl lives in the suburban or favela, and has fair skin and yellow hair (if she has clear eyes, lottery prize!) She is read starting from where she lives and then the rest of society, even living In the favela, as "Patricinha". The Patricinha without fortune ... poor patricinha ... 

I have personal experience exactly the opposite, I grew up in "Patricinha" neighborhood, in a building overlooking the sea, I studied in "Patricinha" school, but because of a darker pigmentation on my skin, I was never read as " Patricinha "and accepted by such, was there, but being humiliated sometimes another being invisible, I grew up in the middle of them, because I did not have the color of them and not enough money to buy my respect as some others of darker skin had as I witnessed , Suffered a lot of racism, was not read in any way as "Patricinha", even having the same accesses and having grown / frequented the same places, (but never the same privileges of them, my ethnicity, my skin color would not allow). That is why I believe that racism in Brazil has barbarised the term "Patricinha" too much. And even more personal experience for the darker-skinned girls who grew up in the same neighborhood, try to hide their blackness at all costs to be more "ACCEPTED." I grew up seeing that the process of SER "Patricinha" in Brazil is the process of camouflaging their origins of physical and financial appearance, I know girls without financial conditions some that have the skin color ACEITA, camouflage, they fantasize of "Patricinhas" And manage to pass unnoticed among them. Maybe if the movie Patricinhas de BH happened in a high-class neighborhood (Brazilian bourgeoisie Brazilian) for example, and PatricinhaS, in the plural because in the movie we have a blonde girl and a BLACK, BOTH "Patricinhas. In Brazil, because it is not acceptable in Brazil to be successful.I believe that the people of Leblon / Ipanema would read the blonde as "Patricinha" and the black woman as her suburban friend / favelada or even as her maid as MEU Case and I was read in the society that I grew up (I SURVIVED!) ... I believe that Brazilian racism has distanced itself from the exact term of being "Patricinha." The Brazilian with his racism installed in his unconscious and conscious also can not conjugate that a girl Black can be "Patricinha." This results in what he calls an opinion, always of a white person, of which black is not very rosy.  The absolutely racist media contributes to this process of mental whitening, the mental ideal is white in the imaginary of people, both white and black. We never see a successful black businesswoman as the main role of the novel, or national film. They are always white to confirm this in the Brazilian's unconscious that unfortunately is alienated by what happens on television.

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Na minha humilde opinião...


Patricinha num país racista, de racismo velado, estruturado, como o Brasil o termo "patricinha" é lido PRIMEIRAMENTE pela cor da pele, pelos traços mais próximo ao Europeu, padronizado, para mim, pelo que tenho reparado por aí, não exatamente para mim, mas o que eu acho que a maioria entende por patricinha é lida pela cor/padrão imposto pela mídia, por mais pobre que seja quanto mais branca mais lida como "patricinha". Isso acaba levantando uma questão: qual é a MINHA Qual é a definição de patricinha? Qual é a SUA definição de patricinha? Sera que a minha definição de patricinha é a mesma que a sua , e é a mesma de outra pessoa? Segundo o filme hollywoodiano PatricinhaS de BH, as patricinhas são meninas milionárias , que já nasceram de pais já milionários, nunca passaram por dificuldade nenhuma na vida, viajam o mundo todo, tem também o lado fashionista, tiveram acesso a melhor educação, são intelectualmente desenvolvidas, cultas, viajadas, etc....O filme descarta a QUESTÃO RACIAL, cor da pele, LOGO DE CARA, já nos colocando diante de uma patricinha branca e uma patricinha negra( aceita que dói menos). E a patricinha negra não esconde seus traços negros, coloca um rastafari na cara da sociedade branca americana. Ah Hollywood! A menina rica, que estudou em escolas caras, bem sucedida nas novelas brasileiras nunca é negra como mais de 50% da sua população. Essa matemática não fecha.


Já na realidade brasileira. Ah o Brasil!.A mente racista brasileira auto-deleta a patricinha negra. Ela não pode, ela não deve existir. Ah o Brasil!. Eu conheço meninas suburbanas e faveladas que por terem olhos e cor de pele claros , pintam o cabelo de amarelo, e se "auto intitulam" patricinhas... por que são lidas como tal pela sociedade racista. Em suma as definições de "Patricinha" no Brasil se reduziram somente à cor da pele, pelos vários exemplos que tenho notado ao longo da minha vida, tenho reparado esse assunto a alguns anos. Se a menina mora no subúrbio ou na favela, e tem a pele clara e pinta o cabelo de amarelo ( se tiver olhos claros, prêmio de loteria! ) ela é lida à começar pelo lugar onde mora e depois pelo resto da sociedade, mesmo morando na favela, como "Patricinha". A Patricinha sem fortuna... pobre patricinha...


Eu tenho como experiência pessoal exatamente o contrário, eu cresci em bairro de "Patricinha", em prédio com vista para o mar, estudei em escola de "Patricinha", mas por ter uma pigmentação mais escura na minha pele, jamais fui lida como "Patricinha" e aceita pelas tais, estava ali, mas sendo humilhada umas vezes outra sendo invisível, cresci no meio delas, pois não tinha a cor delas e nem o dinheiro suficiente para comprar o meu respeito como umas outras de pele mais escura tiveram como testemunhei, sofria muito racismo, não era lida de forma nenhuma como "Patricinha", mesmo tendo os mesmo acessos e tendo crescido / frequentado os mesmos lugares, (mas NUNCA os mesmos privilégios delas, minha etnia, minha cor de pele não permitia ). Por isso acredito que o racismo no Brasil, barbarizou demais o termo "Patricinha". E mais experiência pessoal ainda pelas próprias meninas de pele mais escura que cresceram no mesmo bairro, tentarem esconderem sua negritude a todo custo para serem mais "ACEITAS". Cresci vendo que o processo de SER "Patricinha" no Brasil é o processo de camuflar suas origens de aparência física e também financeira, conheço meninas sem condições financeiras alguma que por terem a cor de pele ACEITA, se camuflam, se fantasiam de "Patricinhas" e conseguem passar desapercebidas no meio delas.
Talvez se o filme Patricinhas de B.H. se passasse num bairro de classe alta ( burguesia escrota brasileira ) do Brasil por exemplo, e as PatricinhaS, no plural pois no filme temos uma menina loira e uma NEGRA, AMBAS "Patricinhas. Não é aceitável patricinhas negras no Brasil, pois no Brasil não é aceitável negros serem bem sucedidos. Acredito eu que as pessoas do Leblon/Ipanema leriam a loira como "Patricinha" e a negra como sua amiga suburbana/favelada ou até mesmo como sua empregada doméstica como foi o MEU caso e eu era lida na sociedade que cresci (SOBREVIVI!)... Acredito que o racismo brasileiro se distanciou o termo exato de ser "Patricinha". O brasileiro com seu racismo instalado no seu inconsciente e consciente também não consegue conjugar que uma menina negra possa ser "Patricinha". Isso resulta no que chama de opiniao, sempre de uma pessoa branca, de que negro não fica bem de rosa.

A mídia absolutamente racista contribui para esse processo de embranquecimento mental, o ideal mental é branco no imaginário das pessoas, tanto brancas como negras. Nunca vemos uma executiva negra bem sucedida como papel principal da novela, ou filme nacional. Elas são sempre brancas para confirmar isso no insconsciente do Brasileiro que infelizmente se aliena pelo que passa na televisão.




No imaginário brasileiro a negra nunca pode ser a rica e isso causa certo incomodo e desconforto nas outras pessoas.