Tuesday, February 28, 2017

A Obrigação Social do Homem Brasileiro de Ostentar um Esposa Branca

A escravidão no Brasil não acabou, apenas se disfarçou com o passar dos séculos. Se prestarmos atenção na arquitetura e nos apartamentos de luxo dos tempos atuais, podemos encontrar claramente o modelo de casa grande e senzala quando vemos o "quartinho de emprega", um ambiente pequeno, escuro, as vezes sem janela, mal ventilado. Quando ouvimos queixas da parte das empregadas pelos abusos e o ato de desumaniza-las, cometidos pelos patrões, de não poder usar os talheres, de não poder comer a comida, e muitas vezes de não poder usar o banheiro... A escravidão moderna é ganhar 300 reais por mês para trabalhar 10 horas por dia em uma casa e ser tratada como um animal,mas para as visitas a insistência na frase clichê: "Ela é um membro da nossa família".

Esse comportamento social no ambiente trabalhista se extende para o ambiente afetivo, pois essas serviçais são na maioria das vezes abusadas, assediadas e até mesmo estupradas pelos patrões como um animal que está ali não só para servir á toda a família como uma escrava mas também atender as necessidades sexuais de seus patrões e os filhos homens desses patrões. E esse assunto é absolutamente normal numa conversa machista de bar entre os homens, sobre como ele saciou suas necessidades sexuais com as tais empregadas. Visto que essa classe de mulheres cuja profissão é hereditárias, essa profissão está diretamente ligada aos descendentes dos escravos que não possuem a minima chance de ascensão social, as empregadas de hoje são filhas, netas e bisnetas de outras empregadas passado. E na mente masculina o homem jamais poderá assumir um relacionamento com essas mulheres muitas vezes negras, outras vezes mestiças, pois jamais seriam respeitados pelos seus amigos numa conversa de bar.

O homem branco da elite social brasileira não vai ousar admitir um relacionamento PÚBLICO com uma mulher negra, descendente dos escravos, ele jamais será sujeito á sofrer chacotas racistas em assumir uma mulher negra, eliminando assim mais uma maneira dessas mulheres ascenderem socialmente, como muitas mulheres brancas conseguem, nascem pobres, muitas vezes estúpidas e ignorantes, e assim continuam na idade adulta, não buscam aprimorar seu intelecto e cultura, e necessriamente não precisam, mas por causa de sua cor atender o padrão obrigatório social do homem brasileiro de formar uma familia, isto significa: cor da pele e cabelo como ÚNICO pré-requisito, AS BRANCAS, MESMO AS NASCIDAS NA MISÉRIA, pelo simples fato de serem brancas tem a chance mudar de classe social. As negras não. Afetivamente essa oportunidade de melhora de condição social não se extende ás mulheres negras e por isso a hereditariedade na profissão de empregada doméstica e a também hiper-sexualização das mesmas numa roda de conversa masculina.

O homem perderia seu poder e status se exibisse uma negra como esposa, mãe de seus filhos, e como isso é uma regra, quase que uma obrigação entre os homens de classe média, esse comportamento também é reproduzido entre homens de classes pobre e inclusive homens negros. Torna-se um status masculino: Ostentar uma esposa branca, escolher uma branca para formar uma família. O homens coloca as negras em outra" caixinha" em sua mente: Somente para Sexo.

A consequência desse ato são os relacionamentos extra conjugais que muitas vezes a amante negra é com quem o homem prefere passar a maior parte do tempo e o encontro com sua parceira social branca vai se tornando um estatuto, o cumprimento de uma obrigação, bem menos prazeroso, já que sua escolha foi baseada somente na raça, muitas vezes esse homem branco acaba se decepcionando com o passar dos anos com essa mulher branca que não lhe ofereceu qualidades reais digna de ele a amasse e então ele fora do casamento consegue uma mulher que ele consiga admirar, e queira muitas vezes passar a maior parte do tempo com ela, e em algum casos até tem filhos, outros filhos com ela, filhos esses mestiços, bastardos, totalmente ás escondidas, fora da imagem que ele exibe para a sociedade.

A ostentação da mulher branca como esposa torna-se um padrão, um símbolo de poder, copiado por homens pobres, inclusive homens negros, em pleno século 21 os requisitos sociais para um casamento não se baseia na personalidade e nas qualidades pessoais dessa mulher, que muitas vezes ela não apresenta. Eu costumo dizer que se a mulher de pele clara "pintar o cabelo de amarelo" no Brasil, ela não precisa nem ter caráter, uma das qualidades mais importantes,  e sim ela irá encontrar um parceiro que queira dividir sua vida com ela, e assinar um documento passando seus bens legalmente para ela, enquanto que a negra ou a mestiça com quem ele se diverte a maior parte do tempo, não terá esses direitos financeiros.


Saturday, February 25, 2017

Letter to Submissive Woman

That your wish be held and prioritized without asking anyone.
You use the clothes that you want to use without trial or conviction of anyone.
That you would ever relate to someone to tell you: you keep!
To go to places you want to go without asking permission.
You respect your desire closer.
That is authentic and true to yourself and your instincts.
You don't take the be an object of someone who you think is your own.
You have individuality.
You have privacy.
You have financial independence.
You have and realizes personal dreams.
We do not accept to be blackmailed with separation or any other blackmail.
That is not forced to work and deliver the cash in hand.
That is not subject to be a deposit of sperm from you take towards society.
You don't let yourself be used under any circumstances.
You don't accept any kind of physical aggression, verbal, psychological.
You recognize your self-respect and your true value.
Love yourself always.
You produce, study, work and preferably win equal to or better than your partner.
You don't live the life of the partner.
You don't live to realize the dreams of your partner, if you renounce yourself.
You never give up on yourself.
You don't take a "open relationship" where only he can have sex with other.
You seek to do what you like best.
You don't let him underestimate your intelligence.
You seek success in career, have a career, not be shadow.
You're not financial parasite and grow with its own merits.
You enslave not at work to not see the abusive relationship.
You don't let him choose who can be your friends.
Don't tolerate male racist.
You don't deny your abusive relationship.
You don't feel afraid to walk on your own two feet.
If your dreams exceed the boundaries of the city, State or country, don't be intimidated, follow them.
Don't be sloppy with their projects.
Don't feel guilty if you have more success and make more than him.
You don't must suport kind of male depressive and needy who wants you 24 hours available.
[who's together need not necessarily be close and who's close don't mean necessarily together in fact ~ he is been fucking all around right now!]
You will never submit to use any sentence that begins with "Guy won't let me ... "
Your dreams are Grand and ambitious, if are greater than theirs would never feel guilty.

Carta á Mulher Submissa

Que sua vontade seja realizada e priorizada sem pedir autorização a ninguém.
Que você use a roupa que você quiser usar sem o julgamento ou condenação de ninguém.
Que você jamais se relacione com alguém que te diga: Eu que te sustento!
Que vá a lugares que você deseja ir sem pedir permissão.
Que você respeite o seu desejo mais íntimo.
Que seja autêntica e fiel a você mesma e seus instintos.
Que não se submeta a ser um objeto de alguém que pensas que é seu dono.
Que tenhas individualidade.
Que tenhas privacidade.
Que tenhas independência financeira.
Que tenhas e realizes sonhos pessoais.
Que não aceite ser chantageada com separação ou qualquer outra chantagem.
Que não seja forçada à trabalhar e entregar a grana na mão do parceiro.
Que não se submeta ser um depósito de espermatozóide de quem não te assuma perante a sociedade.
Que não se deixe ser usada em hipótese alguma.
Que você não aceite nenhum tipo de agressão física, verbal, psicológica.
Que você reconheça seu amor próprio e seu verdadeiro valor.
Que você se ame sempre.
Que você produza, estude, trabalhe e de preferencia ganhe igual ou melhor que o seu parceiro.
Que você não viva a vida do parceiro.
Que você não viva para realizar os sonhos dos seu parceiro, se auto-fragelando de si mesma.
Que você nunca abra mão de si mesma.
Que você não se submeta num "relacionamento aberto" onde só ele pode ter relações com outras. 
Que você busque fazer sempre o que você mais gosta.
Que você não deixe que ele subestime sua inteligência.
Que você busque sucesso na carreira, tenha uma carreira, não seja sombra.
Que você não seja parasita financeiro e cresça com seus próprios méritos.
Que você não se escravize no trabalho para não enxergar o relacionamento abusivo que vive.
Que você não permita que ele escolha quem pode ser seus amigos.
Não tolere macho racista.
Que você não negue seu relacionamento abusivo.
Que você não sinta medo de caminhar com suas próprias pernas.
Se seus sonhos ultrapassarem as fronteiras da cidade, estado ou país, não se intimide, siga-os.
Não seja medíocre com seus projetos.
Não sinta culpa se tiveres mais sucesso e ganhar mais que ele.
Que você não seja um para-raio de macho depressivo e carente que te quer 24 horas disponível.
[quem está junto não precisa necessariamente estar perto e muitas vezes que está perto não está junto de fato ~ anda comendo todas por aí!]
Que você jamais se submeta usar nenhuma frase que comece com " Fulano não deixa eu... "
Que seus sonhos sejam ambiciosos, grandiosos e se forem maiores que os deles jamais sinta culpa.



Saturday, February 4, 2017

Colégio Objeto de Escárnio Porto Velho Rôndonia

Narrativa da minha experiência de ter estuado 4 anos no colégio "Objeto de Escárnio" de Porto Velho Rôndonia.

Morei 4 anos em Rondônia na infância. Não irei falar da desumanização, das agressões físicas, psicológicas, verbais, apelidos pejorativos, humilhações, exclusões, irei contar uma historia muito mais atual. Crescer na burguesia sendo preta foi complicado, fiquei na linha ataque mais próxima, por eu ter tido pais brancos e bem sucedidos, aquela gente podia me dizer desaforos todo dia na minha cara. Foi difícil e traumático estudar em escola cara, eu não tinha a cor, nem a aparência obrigatória padrão.

Irei falar de um fato atual, o "grupo", 25 anos depois se reencontrou, pela foto de formatura, todos que tinham meia dúzia adicionados em seus faceboques foram marcando todos na foto e isso resultou num grupão de whatsapp. Boom!!! Explosão de memórias! Aquela mesma turma que estudou junta desde a quinta até a oitava série. Éramos uma família novamente! Que alegria!

Todos os participantes "do grupo" começaram a resgatar memórias, começaram a relembrar coisas maravilhosas da infância, e entrada da adolêscencia. Momento de passagem, mudança de fases de vida nem uma criança nem um adulto, um adolescente. Momento de aceitação de si mesmo, momento de construção do amor próprio e da auto estima. Momento da construção de valores(?) e caráter.

Voltando ao tal "grupo de whatsapp's", lembranças de uma infância maravilhosa, finais de semana e piscinas que somente as brancas eram convidadas, eu jamais havia sido convidada, as raras vezes que lembro de alguma lembrança de inclusão era quando faltava alguém para completar o time de voley quando tínhamos que jogar contra outros times. A maioria das vezes era reserva mesmo. E todos relembrando seus melhores anos brancos, ricos e felizes em suas casas com piscinas recebendo amigos brancos nos fins de semana.

Minha vez, eu esperei todos falarem, eu precisava fazer minha recordação, foi difícil relembrar mas eu fui fiel a mim mesma e tudo que havia acontecido. Falei que tinha sido a pior fase da minha vida. A fase mais traumática. Uma das piores, e parte do grupo reagiu com incomodo tentando me silenciar (~ hj vejo o quão a (IN) justiça brasileira forma advogados justos, e brancos, e super justos e super brancos ~). O papo era o seguinte : "~ ~ A Aline não precisa falar isso pra gente aqui no grupo! Ela devia falar direto "pra pessoa" ~ ~ , não precisamos ficar ouvindo isso..." tinha também " ~ ~ Aline?Bullying? Preconceito? Eu era super desligada, nunca reparei isso! ~ ~"

Eu insistia em repartir minhas memórias, eram duras de ouvir para alguns, tentaram me silenciar... Por mensagem privada fora do grupo, secretamente aos olhos dos outros "do Grupo", alguns encorajando: "Eu lembro de tudo! Fala mesmo! Você tem o direito de falar!!", "Vai dizer que aquilo não era racismo?"... Até que heroicamente uma grande professora de direito, que era a líder da turma, sempre a frente de todos com um todo, ouvida por todos, branca, rica, admirada e amada por todos, resolveu falar no grupo que eu tinha direito de falar minhas lembranças e que SIM eu sofria muito preconceito e que ela queria fazer algo pois sentia o meu sofrimento mas não tinha maturidade suficiente para entender o que estava acontecendo ( nem eu! ).

O discurso estava lindo, até que uma que veio interver, melhor amiga dessa primeira advogada de defesa, advogada também relembrou também ter testemunhado cenas de agressão psicológica, meu sofrimento, também teve compaixão e a falta de maturidade para me auxiliar com aquele constragimento que me fazia sofrer todos os dias, elas tomavam banho de piscina na cada de um dos agressores, estava tudo perfeito até que veio a bosta, depois de 25 anos, adulta, madura, séria e sensata : "As mais bonitas não sofriam isso, eu lembro que a Aline sofria".

Eu não era/não sou considerada bonita pelo povo do país do país onde nasci, país pobre, ignorante e submundo da humanidade, isso é fato e no Brasil continuo não sendo, mas como é construído o mental preferencial do brasil? Isso era jogado na minha cara inclusive todos os dias, inclusive várias vezes ao dia, significava para alguns que eu não merecia respeito, que atraso, que selvageria, que desumanidade, eu merecia ser humilhada em na frente de todos e excluída dos banhos de piscina dos finais de semana e com certezas vários PROGRAMAS que eu não era bonita para participar. Vida que segue, segue o baile. E depois de 25 anos ainda a tentativa de me calar, me silenciar. Salve "o grupo"...

Saí desse grupo a muito tempo claro, lembrar aquilo me faz mal, me machuca de novo, nada muda o passado, aquela família tão unida, tão justa, que distribui amor pelas fotos do facebook, parece que não conseguir se reencontrar de fato novamente. Do fundo do coração só desejo luz na consciência de algumas pessoas para que desfaçam as amarras mentais impostas pelo colonizador ou tem uma eternidade de cegueira e alienação. E mesmo que tenham o chamado "gosto", aprendam a respeitar o próximo como ser humano. Isso seria o mínimo que uma sociedade civilizada tem que ter.


{ Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência, e quem quiser que conte sua versão... }



Friday, January 27, 2017

Se até suburbanos se incomodam com o meu sucesso, imagina a elite?

Tenho tido experiências reveladoras na minha vida desde que encontrei o movimento negro e o movimento feminista. Pessoas próximas à mim à quem dediquei minha amizade não se sentem muito confortáveis com minha vida e meu lifestyle. Meu estilo de vida tem machucado pessoas que eu um dia as considerei "amigas". O fato de eu ter batalhado para uma vida que hoje julgo confortável, a coragem de me afastar temporariamente do meu filho, apenas fisicamente, já foi motivo de alguma delas tentarem me diminuir, mas quando as vejo, como parasitas dependentes do dinheiro seja dos pais ou do marido, já em seus 30 anos avançados, vejo que minha decisão foi a melhor, pela mulher independente que me tornei hoje. Pelas minhas próprias escolhas.





O que há de comum é que todas são brancas e não admitem que eu ( diga-se de passagem negra ) obtenha na vida mais sucesso que elas e tentam me punir de alguma maneira, quase sempre na questão do filho. Ouço sempre as mesmas frases : " Mas eu não deixei meu filho com a minha mãe?" / " mas minha consciência não me permite me afastar da minha filha?" ... é sempre a mesma ladainha e blá blá blá... Ninguém aqui está colocando uma regra que para se vencer na vida tem que deixar o filho ou não, longe disso. No meu caso eu não tive outra escolha e tive coragem suficiente de o fazer sem culpa e mais ainda, ainda continuo sendo ídolo, heroína, pro meu filho não existe mulher mais PHODA que eu no mundo, sendo que ele seria a única pessoa no universo que tem o direito de tocar nessa questão comigo, pois o assunto é entre eu e ele. E ele entende perfeitamente o quanto fui massacrada por uma sociedade medíocre que insistiu em me diminuir em todos os momentos, fases, idades, lugares, que eu vivi por aquele final de mundo.


🇧🇷 Nenhuma quantidade de segurança vale o sofrimento de uma vida medíocre preso à uma rotina que matou seus sonhos. (Maya Mendoza)





A minha única opção foi pedir socorro ao mundo, ver o mundo, ver pessoas, aprender a viver com dignidade, dignidade essa que ali nunca tive. Minha raça não merecia o respeito das pessoas. O meu sucesso incomoda pessoas que tiveram uma outra historia diferente da minha. Que se fuderam menos que eu. Elas queriam estar nos lugares que estou, ver e viver as experiências que eu vivo, mas não fazem o que é preciso fazer para chegar onde cheguei. Eu hoje vivo das milhares de experiências que eu acumulei e muitos fracassos, por historia de luta e garra é conquistada com a soma de fracassos e não de sucessos. 






É óbvio que ao longo de 10 anos que fui embora da casa dos meus pais, aos 24 anos para ser mais exata, que decidi morar na cidade que eu queria, que decidi trabalhar na profissão que eu queria, que decidi pagar minhas contas e arcar com todas as minhas decisões. Matemática que sou, hoje vivo uma equação de resultados de escolhas do passado, e não gasto a minha energia querendo justificar meus fracassos com as escolhas alheias. Não adianta evoluir de parasitas dos pais pra parasita do marido, isso pra mim não é evolução, é transferência de hospedeiro, continuam parasitas do mesmo jeito. Eu graças ao meu dinheiro posso viajar o mundo hoje, o país que eu quiser, não estou dependendo de alguém que banque minha passagem, não, isso não é independência. É, CONTINUA SENDO PARASITISMO.

É inadmissível para algumas pessoas, principalmente as que assistiram meus fracassos de perto testemunharem meu sucesso, e assim sempre procuram uma maneira de tentar me machucar. Até porta voz de ofensa racista de terceiros, tive "amiga?" se sujeitando, se submetendo a fazer. Se até aqui cheguei, tenho extrema alegria, admiração e amor por tudo que fiz, por tudo que escolhi fazer e por tudo me tornei, sim minhas escolhas me trouxeram onde estou.
O sucesso incomoda, sempre achei que incomodasse apenas aos inimigos declarados e aos invejosos, muitas vezes meu sucesso, minha independência incomoda aqueles que um dia permiti que andassem comigo. Me enganei!


Experiencia com jiu jitsu na Praia da Costa em Vila Velha ES

Minha experiência com jiu jitsu em Vila Velha em 2012...
Durante um tempo em minha vida estive fui covardemente atacada pelo ódio da stigma, do preconceito e do machismo numa escola? (Des-escola seria mais apropriado!) de Lutas Vitoria "Bullying e Preconceito" Club da Praia da Costa em Vila Velha, que passou a me difamar e me agredir psicologicamente, verbalmente e moralmente por causa das minhas próprias escolhas e decisões que nunca prejudicaram ninguém. A mesma escola teve dois alunos presos por crimes, crimes de covardia que SIM prejudicaram outras pessoas e estes receberam apoio total moral e mensagens de amor e carinho. Seria mais digno cometer crime contra a vida de outras pessoas na concepção deles ali?

No meu caso que não cometi crime nenhum contra nenhum ser humano, nenhuma atividade ilegal, nenhum dano ao próximo e em troca recebi ódio, preconceito, agressões verbais. Viajar para o Rio de São Paulo todo mês patrocinada pelo meu próprio dinheiro e correria e lutar os maiores eventos de jiu jitsu do Brasil causava um certo incômodo e desconforto ali, já que nem os professores ali tem a faixa reconhecida pela Confederação Brasileira de Jiu Jitsu, assim seus alunos eram limitados a lutar somente as copas rococó locais, que para mim são circo e deixam a desejar do que é um verdadeiro campeonato de jiu jitsu. Hoje vejo alguns dos poucos alunos que ali treinam fazendo exatamente o que eu fazia a anos atrás, mas hoje não são humilhados por isso.

Era insultada por ser mulher e independente e pagar minhas contas em dia inclusive a mensalidade e o salário daqueles desgraçados que me insultaram. Resisti e hoje estou aqui auxiliando outras pessoas com a minha escrita. E vejo o quanto o preconceito atrasa a vida das pessoas. Não foi nada fácil superar, mas superei, e sou mulher suficiente para fazer minhas próprias escolhas e bancar meus sonhos que são muito caros.
Hoje eu treino numa das maiores escolas do mundo, as custas do meu próprio dinheiro numa das maiores cidades do mundo e tenho uma lenda viva como mestre. O mundo dá voltas e meus sonhos eram grandes demais para a capacidade mental e mediocridade daquelas pessoas, que estão exatamente no mesmo lugar, ganhando muito mal, diga-se de passagem, que vivem presas a suas vidinhas medíocres e seus preconceitos. Não me prejudicaram, pelo contrario, me motivaram a ser cada dia melhor e ir cada vez mais longe. Hoje vejo o quanto meus sonhos eram grandiosos perante aquelas pessoas. Pega o seu preconceito, enrola e enfia no #$#$$%.
" Se os invejosos soubessem como me inspiram, certamente estariam do meu lado.."

Tuesday, January 17, 2017

Autor Desconhecido

O cenário é mais ou menos esse: amigo formado em comércio exterior que resolveu largar tudo para trabalhar num hostel em Morro de São Paulo, amigo com cargo fantástico em empresa multinacional que resolveu pedir as contas porque descobriu que só quer fazer hamburger, amiga advogada que jogou escritório, carrão e namoro longo pro alto para voltar a ser estudante, solteira e andar de metrô fora do Brasil, amiga executiva de um grande grupo de empresas que ficou radiante por ser mandada embora dizendo “finalmente vou aprender a surfar”.
Você pode me dizer “ah, mas quero ver quanto tempo eles vão aguentar sem ganhar bem, sem pedir dinheiro para os pais.”. Nada disso. A onda é outra. Venderam o carro, dividem apartamento com mais 3 amigos, abriram mão dos luxos, não ligam de viver com dinheiro contadinho. O que eles não podiam mais aguentar era a infelicidade.
Engraçado pensar que o modelo de sucesso da geração dos nossos avós era uma família bem estruturada. Um bom casamento, filhos bem criados, comida na mesa, lençóis limpinhos. Ainda não havia tanta guerra de ego no trabalho, tantas metas inatingíveis de dinheiro. Pessoa bem sucedida era aquela que tinha uma família que deu certo.
E assim nossos avós criaram os nossos pais: esperando que eles cumprissem essa grande meta de sucesso, que era formar uma família sólida. E claro, deu tudo errado. Nossos pais são a geração do divórcio, das famílias reconstruídas (que são lindas, como a minha, mas que não são nada do que nossos avós esperavam). O modelo de sucesso dos nossos avós não coube na vida dos nossos pais. E todo mundo ficou frustrado.
Então nossos pais encontraram outro modelo de sucesso: a carreira. Trabalharam duro, estudaram, abriram negócios, prestaram concurso, suaram a camisa. Nos deram o melhor que puderam. Consideram-se mais ou menos bem sucedidos por isso: há uma carreira sólida? Há imóveis quitados? Há aplicações no banco? Há reconhecimento no meio de trabalho? Pessoa bem sucedida é aquela que deu certo na carreira.
E assim nossos pais nos criaram: nos dando todos os instrumentos para a nossa formação, para garantir que alcancemos o sucesso profissional. Nos ensinaram a estudar, investir, planejar. Deram todas as ferramentas de estudo e nós obedecemos. Estudamos, passamos nos processos seletivos, ocupamos cargos. E agora? O que está acontecendo?
Uma crise nervosa. Executivos que acham que seriam mais felizes se fossem tenistas. Tenistas que acham que seriam mais felizes se fossem bartenders. Bartenders que acham que seriam mais felizes se fossem professores de futevolei.
Percebemos que o sucesso profissional não nos garante a sensação de missão cumprida. Nem sabemos se queremos sentir que a missão está cumprida. Nem sabemos qual é a missão. Nem sabemos se temos uma missão.
Quem somos nós?
Nós valorizamos o amor e a família. Mas já estamos tranquilos quanto a isso. Se casar tudo bem, se separar tudo bem, se decidir não ter filhos tudo bem. O que importa é ser feliz. Nossos pais já quebraram essa para a gente, já romperam com essa imposição. Será que agora nós temos que romper com a imposição da carreira?
Não está na hora de aceitarmos que, se alguém quiser ser CEO de multinacional tudo bem, se quiser trabalhar num café tudo bem, se quiser ser professor de matemática tudo bem, se quiser ser um eterno estudante tudo bem, se quiser fazer brigadeiro para festas tudo bem?
Afinal, qual o modelo de sucesso da nossa geração?
Será que vamos continuar nos iludindo achando que nossa geração também consegue medir sucesso por conta bancária? Ou o sucesso, para nós, está naquela pessoa de rosto corado e de escolhas felizes? Será que sucesso é ter dinheiro sobrando e tempo faltando ou dinheiro curto e cerveja gelada? Apartamento fantástico e colesterol alto ou casinha alugada e horta na janela? Sucesso é filho voltando de transporte escolar da melhor escola da cidade ou é filho que você busca na escolinha do bairro e pára para tomar picolé de uva com ele na padaria?
Parece-me que precisamos aceitar que nosso modelo de sucesso é outro. Talvez uma geração carpe diem. Uma geração de hippies urbanos. Caso contrário não teríamos tanta inveja oculta dos amigos loucos que “jogaram diploma e carreira no lixo”.
Talvez- mera hipótese- os loucos sejamos nós, que jogamos tanto tempo, tanta saúde e tanta vida, todo santo dia, na lata de lixo.
Autor desconhecido.